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DSM-IV
4ª Edição
Home » DSM-IV » Abstinência de Anfetamina - 292.0  

Abstinência de Anfetamina - 292.0  

F15.3 - 292.0  Abstinência de Anfetamina

 

Consultar também o texto e os critérios para a Abstinência de Substância . A característica essencial da Abstinência de Anfetamina é a presença de uma síndrome característica de abstinência, que se desenvolve dentro de algumas horas a dias após a cessação (ou redução) do uso pesado e prolongado de anfetamina (Critérios A e B). A síndrome de abstinência caracteriza-se pelo desenvolvimento de um humor disfórico e duas ou mais das seguintes alterações fisiológicas: fadiga, sonhos vívidos e desagradáveis, insônia ou hipersonia, maior apetite e retardo ou agitação psicomotora. Anedonia e premência pela droga também podem estar presentes, mas não fazem parte dos critérios de diagnóstico. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes de funcionamento (Critério C). Os sintomas não devem ser decorrentes de uma condição médica geral nem são melhor explicados por outro transtorno mental.

Sintomas acentuados de abstinência freqüentemente se seguem a um episódio de uso intenso de altas doses. Esses períodos são caracterizados por sentimentos intensos e desagradáveis de lassidão e depressão, em geral exigindo vários dias de repouso e recuperação. Uma perda de peso ocorre com freqüência durante o uso pesado de estimulantes, ao passo que um aumento acentuado no apetite, com rápido ganho de peso, é freqüentemente observado durante a abstinência. Os sintomas depressivos podem durar vários dias e ser acompanhados por ideação suicida.

 

Critérios Diagnósticos para F15.3 - 292.0 Abstinência de Anfetamina

 

A. Cessação (ou redução) de um uso pesado e prolongado de anfetamina (ou substância correlata).

 

 

 

B. Humor disfórico e duas (ou mais) das seguintes alterações fisiológicas, desenvolvendo-se em horas a dias após o Critério A:

 

(1) fadiga

(2) sonhos vívidos e desagradáveis

(3) insônia ou hipersonia

(4) apetite aumentado

(5) retardo ou agitação psicomotora.

 

C. Os sintomas no Critério B causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

 

D. Os sintomas não se devem a uma condição médica geral nem são melhor explicados por outro transtorno mental.

 

Outros Transtornos Induzidos por Anfetamina

 

Os seguintes transtornos Induzidos por Anfetamina são descritos nas seções do manual referentes aos transtornos cuja fenomenologia compartilham: Delirium por Intoxicação com Anfetamina , Transtorno Psicótico Induzido por Anfetamina , Transtorno do Humor Induzido por Anfetamina , Transtorno de Ansiedade Induzido por Anfetamina (p. 418), Disfunção Sexual Induzida por Anfetamina  e Transtorno do Sono Induzido por Anfetamina . Esses transtornos são diagnosticados ao invés de Intoxicação com Anfetamina ou Abstinência de Anfetamina apenas quando os sintomas excedem aqueles habitualmente associados com Intoxicação ou Abstinência de Anfetamina e quando os sintomas são suficientemente severos para indicar uma atenção clínica independente.

 

Informações Adicionais sobre Transtornos Relacionados à Anfetamina

 

Características e Transtornos Associados

 

A Intoxicação com Anfetamina aguda às vezes está associada a confusão, fala errática, cefaléia, idéias transitórias de referência e tinido. Durante a Intoxicação intensa, podem ocorrer ideação paranóide, alucinações auditivas em um sensório claro e alucinações táteis. Freqüentemente, o usuário da substância reconhece que esses sintomas decorrem dos estimulantes. Raiva extrema, com ameaças ou demonstrações de comportamento agressivo, pode ocorrer. Alterações do humor, tais como depressão com ideação suicida, irritabilidade, anedonia, instabilidade emocional ou perturbações na atenção e concentração são comuns, especialmente durante a abstinência. Perda de peso, anemia e outros sinais de desnutrição e comprometimento da higiene pessoal freqüentemente são vistos com a Dependência de Anfetamina prolongada.

Os Transtornos Relacionados à Anfetamina e outros transtornos relacionados aos estimulantes em geral estão associados com Dependência ou Abuso de outras substâncias, especialmente as com propriedades sedativas (tais como álcool ou benzodiazepínicos), que habitualmente são tomadas para reduzir as sensações desagradáveis de "nervosismo" resultantes dos efeitos da droga estimulante. O uso intravenoso de anfetaminas algumas vezes está associado com Dependência de Opióides.

Os achados laboratoriais e do exame físico e os transtornos mentais e condições médicas gerais associados com os Transtornos Relacionados à Anfetamina são similares, de um modo geral, àqueles associados aos Transtornos Relacionados à Cocaína. Os testes de urina para as substâncias desta classe em geral permanecem positivos por apenas 1-3 dias, mesmo após uma "farra" com a substância. Efeitos adversos pulmonares são vistos com menor freqüência do que com a cocaína, porque as substâncias desta classe são inaladas com freqüência muito menor. Menos complicações para a mãe e para o recém-nascido têm sido atribuídas a esta classe de substâncias do que à cocaína. Esta diferença pode refletir uma maior prevalência do uso de cocaína, ao invés de uma toxicidade inferior das anfetaminas. Convulsões, infecção com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), desnutrição, ferimentos por armas de fogo ou facadas, sangramentos nasais e problemas cardiovasculares são vistos com freqüência como queixas apresentadas por indivíduos com Transtornos Relacionados à Anfetamina. Uma história de Transtorno da Conduta na infância, Transtorno da Personalidade Anti-Social e Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade pode estar associada com o desenvolvimento posterior de Transtornos Relacionados à Anfetamina.

 

Características Específicas à Cultura, à Idade e ao Gênero

 

A Dependência e o Abuso de Anfetamina são vistos em todos os níveis sociais, sendo mais comuns em pessoas entre 18 e 30 anos de idade. O uso intravenoso é mais comum entre pessoas de grupos de baixa situação sócio-econômica e tem uma distribuição de 3 ou 4:1 para homens e mulheres, respectivamente. A proporção entre homens e mulheres está distribuída de um modo mais uniforme entre os indivíduos com uso não-intravenoso.

 

Prevalência

 

Um levantamento comunitário realizado nos Estados Unidos em 1991 relatou que 7% da população tinham uso não-médico de anfetaminas ou substâncias tipo anfetamina uma ou mais vezes durante seu período de vida; 1,3% haviam usado a substância no ano anterior, e 0,3% havia utilizado anfetaminas ou substâncias tipo anfetamina no mês anterior. Como o  estudo avaliou padrões de uso ao invés de diagnósticos, não se sabe quantos daqueles que haviam usado anfetaminas tinham sintomas que satisfaziam os critérios para Dependência ou Abuso. Um estudo comunitário realizado nos Estados Unidos de 1980 a 1985, utilizando os critérios mais estreitamente definidos do DSM-III, descobriu que cerca de 2% da população adulta tivera Dependência ou Abuso de Anfetamina em algum momento de suas vidas.

 

Curso

 

Alguns indivíduos que abusam ou se tornam dependentes de anfetaminas ou substâncias tipo anfetamina iniciam o uso na tentativa de controlar seu peso. Outros são iniciados nessas substâncias através do mercado ilegal. A dependência pode ocorrer rapidamente, quando a substância é usada intravenosamente ou fumada. A administração oral em geral resulta em uma progressão mais lenta do uso para a Dependência. A Dependência de Anfetamina está associada com dois padrões de administração, a saber, uso episódico ou diário (ou quase diário). No padrão episódico, o uso da substância é intercalado com dias de não-uso (por ex., uso intenso ao longo de um fim-de-semana ou por um ou mais dias da semana). Esses períodos de uso intensivo em altas doses (freqüentemente chamados de "farras") estão em geral associados com o uso intravenoso. As farras tendem a terminar apenas quando se esgotam os suprimentos da droga. O uso diário crônico pode envolver doses altas ou baixas, ocorrer durante o dia [205]inteiro ou restringir-se apenas a algumas horas. No uso diário crônico, geralmente não existem amplas flutuações na dose de um dia para outro, mas freqüentemente ocorre um aumento da dose, com o tempo. O uso crônico de altas doses em geral se torna desagradável, em razão da sensibilização e do surgimento de efeitos disfóricos ou de outros efeitos negativos da droga. Os poucos dados disponíveis indicam que existe uma tendência das pessoas dependentes de anfetaminas a diminuírem ou cessarem o uso em 8 a 10 anos, provavelmente em decorrência do desenvolvimento dos efeitos mentais e físicos adversos que surgem em associação com a dependência a longo prazo. Existe pouco ou quase nada publicado sobre o curso do Abuso a longo prazo.

 

Diagnóstico Diferencial

 

Para uma discussão geral acerca do diagnóstico diferencial de Transtornos Relacionados a Substâncias. Os Transtornos Induzidos por Anfetamina podem ser caracterizados por sintomas (por ex., delírios) que lembram transtornos mentais primários (por ex., Transtorno Esquizofreniforme versus Transtorno Psicótico Induzido por Anfetamina, Com Delírios, Com Início Durante Intoxicação).

Intoxicação com Cocaína, Intoxicação com Alucinógenos e Intoxicação com Fenciclidina podem provocar um quadro clínico similar, às vezes diferenciado da Intoxicação com Anfetamina apenas pela presença de metabólitos de anfetamina em uma amostra de urina ou por anfetamina no plasma. Dependência e Abuso de Anfetamina devem ser diferenciados de Dependência e Abuso de Cocaína, de Fenciclidina e de Alucinógenos. A Intoxicação com Anfetamina e a Abstinência de Anfetamina são diferenciadas de outros Transtornos Induzidos por Anfetamina (por ex., Transtorno de Ansiedade Induzido por Anfetamina, Com Início Durante Intoxicação) porque os sintomas desses últimos excedem aqueles habitualmente associados com a  Intoxicação com Anfetamina ou a Abstinência de Anfetamina e são suficientemente severos para indicarem uma atenção clínica independente.


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