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DSM-IV
4ª Edição
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Características e Transtornos Associados à Outros Transtornos Induzidos por Álcool

Características e Transtornos Associados à Outros Transtornos Induzidos por Álcool

 

Características descritivas e transtornos mentais associados. A Dependência e o Abuso de Álcool freqüentemente estão associados com Dependência ou Abuso de outras substâncias (por ex., Cannabis, cocaína, heroína, anfetaminas e sedativos, hipnóticos e ansiolíticos, bem como nicotina). O álcool pode ser usado para atenuar os efeitos indesejados dessas outras substâncias ou para substituí-las quando não estão disponíveis. Sintomas de depressão, ansiedade e insônia freqüentemente acompanham a Dependência de Álcool, e às vezes a precedem. A Intoxicação amnésia para os eventos que ocorreram durante o curso da intoxicação ("apagamentos"). Este fenômeno pode estar relacionado à presença de um alto nível sangüíneo de álcool e, talvez, à rapidez com que este nível é alcançado.

Os Transtornos Relacionados ao Álcool estão associados com um aumento significativo do risco de acidentes, violência e suicídio. Estima-se que aproximadamente metade das mortes no trânsito envolvem um motorista ou um pedestre embriagado. A Intoxicação com Álcool severa, especialmente em indivíduos com Transtorno da Personalidade Anti-Social, está associada com atos criminosos. Acredita-se, por exemplo, que mais da metade dos homicidas e suas vítimas estavam intoxicados com álcool no momento do assassinato. A Intoxicação com Álcool severa também promove a desinibição e sensações de tristeza e irritabilidade, que contribuem para tentativas de suicídio e suicídios cometidos com sucesso. Os Transtornos Relacionados ao Álcool contribuem para ausências do emprego, acidentes e baixa produtividade no trabalho. O Abuso e a Dependência de Álcool, juntamente com Abuso e Dependência de outras substâncias, são prevalentes entre indivíduos desabrigados nos Estados Unidos. Transtornos do Humor, Transtornos de Ansiedade e Esquizofrenia também podem estar associados com a Dependência de Álcool. Embora haja uma associação entre comportamento anti-social e Transtorno da Personalidade Anti-Social e os Transtornos Relacionados ao Álcool, eles são ainda mais comuns com transtornos relacionados a substâncias ilícitas (por ex., cocaína, heroína ou anfetamina), cujo custo geralmente leva a atividades criminosas.

Achados laboratoriais associados. Um indicador laboratorial sensível do consumo pesado de álcool é uma elevação (> 30 unidades) da gama-glutamiltransferase (GGT). Este achado pode ser a única anormalidade laboratorial. Pelo menos 70% dos indivíduos com alto nível de GGT são consumidores persistentes de álcool em altas doses. O volume corpuscular médio (VCM) pode estar elevado para valores acima dos normais em indivíduos que consomem álcool em demasia, devido a deficiências de algumas vitaminas do complexo B, bem como devido aos efeitos tóxicos diretos do álcool sobre a eritropoiese. Embora o VCM possa ser usado para identificar aqueles que bebem pesadamente, ele é um método fraco de monitoramento da abstinência, em virtude da meia-vida longa dos eritrócitos. Os testes de função hepática (por ex., transaminase glutâmica-oxalacética sérica [TGO] e fosfatase alcalina) podem revelar danos hepáticos resultantes da ingestão maciça de álcool. Elevações dos níveis de lipídios no sangue (por ex., triglicerídios e colesterol) podem ser observadas em virtude da diminuição na gliconeogênese, associada com o consumo pesado de álcool. Um alto conteúdo de gordura no sangue também contribui para o desenvolvimento de esteatose hepática. Níveis altos de ácido úrico podem ocorrer com o consumo pesado de álcool, mas são relativamente inespecíficos. O teste mais direto disponível para a medição rotineira do consumo alcoólico é o da concentração alcoólica no sangue, que também pode ser usado para estimar o grau de tolerância ao álcool. Um indivíduo com uma concentração de 100mg de etanol por decilitro de sangue, sem apresentar sinais de intoxicação, presumivelmente adquiriu pelo menos algum grau de tolerância ao álcool. Com 200 mg/dl, a maioria dos indivíduos não tolerantes apresenta intoxicação severa.

Achados ao exame físico e condições médicas gerais associadas. O consumo repetido de altas doses de álcool pode afetar quase todos os sistemas orgânicos, especialmente o trato gastrintestinal, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso periférico. Os efeitos gastrintestinais incluem gastrite, úlceras gástricas ou duodenais e, em cerca de 15% dos indivíduos que consomem álcool em grandes quantidades, cirrose e pancreatite. Existe, também, uma taxa aumentada de câncer do esôfago, estômago e outras partes do trato gastrintestinal. Uma das condições médicas associadas mais comuns é uma hipertensão de baixa intensidade. Miocardiopatia e outras miopatias são menos comuns, mas ocorrem em uma proporção aumentada entre aqueles que bebem muito. Esses fatores, juntamente com aumentos acentuados nos níveis de triglicerídeos e colesterol de lipoproteína de baixa densidade, contribuem para um risco elevado de doença cardíaca. A neuropatia periférica pode ser evidenciada por fraqueza muscular, parestesias e sensação periférica diminuída. Efeitos mais persistentes sobre o sistema nervoso central incluem déficits cognitivos, severo comprometimento da memória e alterações degenerativas no cerebelo. Esses efeitos estão relacionados às deficiências vitamínicas (particularmente vitamina B, incluindo tiamina). O efeito mais devastador sobre o sistema nervoso central é o Transtorno Amnéstico Persistente Induzido por Álcool, relativamente raro (síndrome de Wernicke-Korsakoff), no qual a capacidade de codificar novas recordações está severamente prejudicada.

Muitos dos sintomas e achados físicos associados com os Transtornos Relacionados ao Álcool são conseqüência dos estados mencionados anteriormente. Exemplos são a dispepsia, náusea e inchaço que acompanham a gastrite e a hepatomegalia, as varizes esofágicas e hemorróidas que acompanham as alterações hepáticas induzidas pelo álcool. Outros sinais físicos incluem tremor, marcha instável, insônia e disfunção erétil. Os indivíduos com Dependência de Álcool crônica podem apresentar redução do tamanho dos testículos e efeitos feminilizantes, associados com a redução nos níveis de testosterona. O consumo repetido e pesado de álcool durante a gravidez está associado com aborto espontâneo e síndrome alcoólica fetal. Os indivíduos com história prévia de epilepsia ou severo traumatismo craniano estão mais propensos a desenvolver convulsões relacionadas ao álcool. A Abstinência de Álcool pode estar associada com náusea, vômitos, gastrite, hematêmese, boca seca, compleição inchada e avermelhada e leve edema periférico. A Intoxicação com Álcool pode resultar em quedas e acidentes capazes de causar fraturas, hematomas subdurais e outras formas de trauma cerebral. A Intoxicação com Álcool severa e repetida pode também suprimir os mecanismos imunológicos, predispondo o indivíduo a infecções e aumentando o risco de câncer. Finalmente, uma Abstinência de Álcool imprevista em indivíduos hospitalizados para os quais um diagnóstico de Dependência de Álcool foi ignorado pode aumentar os riscos, os custos e o tempo de hospitalização.

 


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