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DSM-IV
4ª Edição
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Diagnóstico Diferencial para Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos - 332.1

Diagnóstico Diferencial para Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos - 332.1

Diagnóstico Diferencial

É importante distinguir entre o Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos e outras causas de sintomas parkinsonianos em indivíduos tratados com um medicamento neuroléptico. O Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos deve ser distinguido de sintomas parkinsonianos devido a outra substância ou medicamento ou devido a uma condição neurológica ou outra condição médica geral (por ex., doença de Parkinson, doença de Wilson). Achados laboratoriais podem ajudar a estabelecer outras causas para os sintomas parkinsonianos (por ex., exame de urina positivo para metais pesados, calcificação dos gânglios basais indicando hipercalcemia, ceruloplasmina sérica indicando doença de Wilson). O tremor devido a outras causas de movimentos parkinsonianos, tremor familial, tremor não induzido por neurolépticos e tremor associado com Abstinência de Substância devem ser distinguidos do tremor no Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos. Os tremores não parkinsonianos tendem a ser mais finos (de menor amplitude), mais rápidos (10 ciclos por segundo) e tendem a piorar com movimentos intencionais (por ex., quando o indivíduo estende o braço para pegar uma xícara). O tremor associado com Abstinência de Substância em geral está associado com hiper-reflexia e aumento de sinais autonômicos. O tremor por doença cerebelar piora com a intenção e pode vir acompanhado de nistagmo, ataxia ou fala escandida. Os movimentos coreiformes associados com Discinesia Tardia Induzida por Neurolépticos podem assemelhar-se ao tremor parkinsoniano, porém o tremor parkinsoniano é diferenciado por seu ritmo constante. Acidentes vasculares cerebrais e outras lesões focais do sistema nervoso central podem causar sinais neurológicos focais, bem como imobilidade por paralisia flácida ou espástica. Em contraste, a força muscular é inicialmente normal e a fadiga muscular aparece mais tarde, no Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos. A rigidez do parkinsonismo também precisa ser diferenciada do fenômeno de "canivete", encontrado em lesões piramidais e no comportamento opositivo.

Alguns indícios de que os sintomas parkinsonianos não são devido a neurolépticos incluem história familial de uma condição neurológica hereditária, parkinsonismo de rápida progressão não explicado por alterações psicofarmacológicas recentes, presença de sinais neurológicos focais não-extrapiramidais (por ex., sinais de liberação frontal, anormalidades dos nervos cranianos ou um sinal de Babinski positivo) e sinais ou sintomas parkinsonianos que não revertem dentro de 3 meses após a descontinuação do neuroléptico (ou em 1 ano, quando o neuroléptico foi dado em uma forma intramuscular de ação prolongada). Os indivíduos com Síndrome Neuroléptica Maligna têm tanto acinesia severa quanto rigidez, mas apresentam também achados físicos e laboratoriais adicionais (por ex., febre, creatina fosfoquinase [CPK] aumentada).

A distinção entre os sintomas de um transtorno mental primário e as perturbações comportamentais do Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos pode ser difícil. Freqüentemente, o diagnóstico precisa ser baseado em múltiplas fontes de informações (por ex., achados do exame físico, história de uso de medicamentos, sintomas mentais). O diagnóstico de Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos pode ter de ser feito provisoriamente e às vezes apenas pode ser confirmado por um ensaio de redução da dosagem (ou eliminação) do medicamento neuroléptico ou pelo início de um tratamento com anticolinérgico. A acinesia induzida por neuroléptico e o Transtorno Depressivo Maior têm muitos sintomas sobrepostos. O Transtorno Depressivo Maior está mais propenso a ter sinais vegetativos (por ex., despertar nas primeiras horas da manhã), falta de esperanças e desespero, enquanto a apatia é mais típica da acinesia. A catatonia associada com Esquizofrenia, Tipo Catatônico, ou Transtornos do Humor com Características Catatônicas pode ser particularmente difícil de distinguir da acinesia severa. Os sintomas negativos da Esquizofrenia podem também ser difíceis de diferenciar da acinesia. A rigidez também pode estar associada com Transtornos Psicóticos, delirium, demência, Transtornos de Ansiedade e Transtorno Conversivo. A resistência à movimentação passiva é constante em toda a faixa de movimentos na rigidez parkinsoniana, ao passo que é inconsistente nos transtornos mentais e outras condições neurológicas que apresentam rigidez. Além disso, os indivíduos com rigidez parkinsoniana em geral têm uma constelação de sinais e sintomas, incluindo marcha e expressão facial características, piscar diminuído e outros aspectos de bradicinesia.

 

Critérios para pesquisas para 332.1 Parkinsonismo Induzido por Neurolépticos

 

A. Pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas desenvolve-se em associação com o uso de medicamentos neurolépticos:

(1) tremor parkinsoniano (isto é, um tremor amplo, rítmico e de repouso, com uma freqüência ente 3 e 6 ciclos por segundo, afetando os membros, cabeça, boca ou língua)

(2) rigidez muscular parkinsoniana (isto é, rigidez em roda-dentada ou rigidez contínua em "cano de chumbo")

(3) acinesia (isto é, uma redução nas expressões faciais espontâneas, gestos, fala ou movimentos corporais)

 

B. Os sintomas no Critério A desenvolveram-se dentro de algumas semanas após o início ou elevação da dose de um medicamento neuroléptico, ou após a redução do medicamento usado para tratar (ou prevenir) sintomas extrapiramidais agudos (por ex., agentes anticolinérgicos).

 

C. Os sintomas no Critério A não são melhor explicados por um transtorno mental (por ex., sintomas catatônicos ou negativos na Esquizofrenia, retardo psicomotor em um Episódio Depressivo Maior). Evidências de que os sintomas são melhor explicados por um transtorno mental poderiam incluir as seguintes: os sintomas precedem a exposição a um medicamento neuroléptico ou são incompatíveis com o padrão de intervenção farmacológica (por ex., não há melhora após a redução da dose ou administração de um medicamento anticolinérgico).

 

D. Os sintomas no Critério A não são devido a uma substância não-neuroléptica, a uma condição neurológica ou outra condição médica geral (por ex., doença de Parkinson, doença de Wilson). Evidências de que os sintomas são devido a uma condição médica geral poderiam incluir as seguintes: os sintomas precedem a exposição a um medicamento neuroléptico, presença de sinais neurológicos focais inexplicáveis, ou progressão dos sintomas apesar de um regime medicamentoso estável.


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