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DSM-IV
4ª Edição
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Acatisia Aguda Induzida por Neurolépticos - 333.99

Acatisia Aguda Induzida por Neurolépticos - 333.99

 

Características Diagnósticas

 

As características essenciais da Acatisia Aguda Induzida por Neurolépticos são queixas subjetivas de inquietação e observação de pelo menos um dos seguintes movimentos: remexer-se na cadeira ou balançar as pernas enquanto sentado, oscilar de um para outro ou "marcha estacionária" enquanto permanece de , andar a esmo para aliviar a inquietação, ou uma incapacidade de ficar sentado ou permanecer de sem se mover por pelo menos alguns minutos. Em sua forma mais severa, o indivíduo pode ser incapaz de manter qualquer posição por mais de alguns segundos. As queixas subjetivas incluem um sentimento de inquietação interna, mais freqüentemente nas pernas; uma compulsão para movimentar as pernas; angústia quando solicitado a não movimentar as pernas; disforia e ansiedade. Os sintomas tipicamente ocorrem em 4 semanas após o início ou aumento da dose de um medicamento neuroléptico e ocasionalmente podem seguir-se à redução do medicamento usado para tratar ou prevenir sintomas extrapiramidais agudos (por ex., agentes anticolinérgicos). Os sintomas não são melhor explicados por um transtorno mental (por ex., Esquizofrenia, Abstinência de Substância, agitação por um Episódio Depressivo Maior ou Maníaco, hiperatividade no Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade), nem são devido a uma substância não-neuroléptica, a uma condição neurológica ou outra condição médica geral (por ex., doença de Parkinson, anemia ferropriva).

Características e Transtornos Associados

 

O sofrimento subjetivo resultante da acatisia é significativo, podendo levar à não-aderência ao tratamento com neurolépticos. A acatisia pode estar associada com disforia, irritabilidade, agressividade ou tentativas de suicídio. A piora nos sintomas psicóticos ou o descontrole comportamental podem levar a um aumento na dose de neurolépticos, exacerbando o problema. A acatisia pode desenvolver-se muito rapidamente após o início ou aumento da dose do neuroléptico. O desenvolvimento de acatisia parece ser dose-dependente e estar associado mais freqüentemente com determinados medicamentos neurolépticos. A acatisia aguda tende a persistir pelo tempo em que forem mantidos os medicamentos neurolépticos, embora a intensidade possa flutuar com o tempo. Os relatos da prevalência de acatisia entre os indivíduos que tomam neurolépticos têm variado amplamente (de 20 a 75%). As variações na prevalência relatada podem ser devido a uma falta de consistência na definição dos casos, práticas de prescrição de neurolépticos e demografia da população estudada.

 

Diagnóstico Diferencial

 

A Acinesia Aguda Induzida por Neurolépticos pode ser clinicamente indistinguível das síndromes de inquietação devido a certas condições neurológicas ou outras condições médicas gerais, a substâncias não-neurolépticas e à agitação que se apresenta como parte de um transtorno mental (por ex., um Episódio Maníaco). A acatisia da doença de Parkinson e da anemia ferropriva têm uma fenomenologia similar à da Acinesia Aguda Induzida por Neurolépticos. O início freqüentemente abrupto de inquietação logo após o início ou aumento do medicamento neuroléptico em geral diferencia a Acinesia Aguda Induzida por Neurolépticos.

Os medicamentos antidepressivos inibidores específicos da recaptação de serotonina podem produzir uma acatisia que parece idêntica, em termos de fenomenologia e resposta ao tratamento, à Acinesia Aguda Induzida por Neurolépticos. A acatisia devido a um medicamento não-neuroléptico pode ser diagnosticada como Transtorno dos Movimentos Induzido por Medicamentos Sem Outra Especificação. Outras situações que poderiam ser incluídas entre os Transtornos dos Movimentos Induzidos por Medicamentos Sem Outra Especificação são acatisia aguda com queixas apenas subjetivas ou apenas objetivas, mas não ambas, e acatisia ocorrendo tardiamente no curso do tratamento (por ex., 6 meses após o início ou aumento da dose de um neuroléptico). A Discinesia Tardia Induzida por Neurolépticos também tem, freqüentemente, um componente de inquietação generalizada que pode coexistir com a acatisia em um indivíduo que toma medicamentos neurolépticos. A Acinesia Aguda Induzida por Neurolépticos é diferenciada da Discinesia Tardia Induzida por Neurolépticos pela natureza dos movimentos e seu relacionamento com o início do medicamento. O curso temporal da apresentação sintomática em relação à alteração na dose de neuroléptico pode auxiliar nesta distinção. Um aumento na dose do medicamento freqüentemente exacerba a acatisia, enquanto alivia, com freqüência temporariamente, os sintomas da Discinesia Tardia.

A Acinesia Aguda Induzida por Neurolépticos deve ser diferenciada de sintomas que são melhor explicados por um transtorno mental. Os indivíduos com Episódios Depressivos, Episódios Maníacos, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Esquizofrenia e outros Transtornos Psicóticos, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, demência, delirium, Intoxicação com Substância (por ex., cocaína) ou Abstinência de Substância (por ex., opióide) também podem exibir uma agitação difícil de distinguir da acatisia. Alguns desses indivíduos são capazes de fazer a distinção entre a acatisia e a ansiedade, inquietação e agitação características de um transtorno mental, por sua vivência da acatisia como sendo diferente dos sentimentos anteriormente experimentados. Outras evidências de que a inquietação e a agitação podem ser melhor explicadas por um transtorno mental incluem o início da agitação antes da exposição ao neuroléptico, ausência de aumento da inquietação com o aumento da doses do neuroléptico e ausência de alívio com intervenções farmacológicas (por ex., ausência de melhora após a diminuição da dose de neuroléptico ou após um tratamento medicamentoso visando a tratar a acatisia).

Critérios para pesquisas para 333.99 Acinesia Aguda Induzida por Neurolépticos

 

A. Desenvolvimento de queixas subjetivas de inquietação após a exposição a um medicamento neuroléptico.

 

B. Observação de pelo menos um dos seguintes sintomas:

(1)  movimentos inquietos ou balançar as pernas

(2) oscilar de um para outro, quando está de

(3) caminhar a esmo para aliviar a inquietação

(4) incapacidade de ficar sentado ou permanecer quieto de por pelo menos alguns minutos.

 

C. O início dos sintomas nos Critérios A e B ocorre dentro de 4 semanas após o início ou aumento da dose do neuroléptico, ou após a redução de um medicamento usado para tratar (ou prevenir) sintomas extrapiramidais agudos (por ex., agentes anticolinérgicos).

 

D. Os sintomas no Critério A não são melhor explicados por um transtorno mental (por ex., Esquizofrenia, Abstinência de Substância, agitação por um Episódio Depressivo Maior ou Episódio Maníaco, hiperatividade no Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade). As evidências de que os sintomas podem ser melhor explicados por um transtorno mental poderiam incluir as seguintes: início dos sintomas precedendo a exposição aos neurolépticos, ausência de aumento da inquietação com o aumento da dose do neuroléptico e ausência de alívio com intervenções farmacológicas (por ex., ausência de melhora após uma redução da dose de neuroléptico ou com tratamento medicamentoso visando a tratar a acatisia).

 

E. Os sintomas no Critério A não são devido a uma substância não-neuroléptica, a uma condição neurológica ou a outra condição médica geral. As evidências de que os sintomas são devido a uma condição médica geral poderiam incluir o início dos sintomas antes da exposição aos neurolépticos ou a progressão dos sintomas na ausência de uma alteração na medicação.


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