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Temas sobre Saúde - Geral
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Doença de Alzheimer - 1ª  parte
25/08/2006 - 15h09m

A Doença de Alzheimer (DA) tem sido mencionado, com relativa freqüência, como a causa das demências que podem acometer as pessoas desde idades pré-senis, na faixa dos 40 anos até as idades mais avançadas. Na realidade a DA está denotando não a própria doença, mas uma série de outras enfermidades com características semelhantes mas com etiologias diferentes. Muitas outras podem provocar quadros que se confundem com a DA; podemos citar a Demência por Múltiplos Enfartos, Enfermidades de Binsvanger, de Pick, de corpos de Lewy, de Creutzfeldt-Jacob (equivalente humana da doença da vaca louca), de Huntington e as provocadas pela Sífilis, Neurocisticercose e AIDS; as relacionadas ao abuso de álcool e de drogas ilícitas, as carênciais vitamínicas e protéicas etc..

A prevalência das demências é de cerca de 10% na população em geral acima dos 65 anos, subindo para 50% na população acima dos 85 anos, acometendo duas vezes mais o sexo feminino do que o masculino. Muitos casos possuem caráter familiar, principalmente os que iniciam na faixa etária mais jovem, com menos de 65 anos.

Os principais sintomas no estágio inicial, geralmente são pequenos lapsos de memória para fatos recentes; o não se lembrar do que iria fazer naquele momento; o esquecimento de nomes de objetos ou pessoas conhecidas; dificuldade de expressão, perda de direção e sensação de encontrar-se em local estranho; sintomas semelhantes à depressão, como apatia, isolamento social, tristeza e irritabilidade; dificuldade no raciocínio muito notada nas pequenas contas como contar dinheiro, pagar e conferir o troco, etc..

Com o evoluir da enfermidade, no estágio intermediário, podemos notar mudanças na personalidade da pessoa, como desinibição e o aumento da sexualidade que por vezes pode representar o primeiro sintoma; piora da memória e da linguagem com maior dificuldade de se expressar; dificuldade no controle das finanças, compras e transporte; descuido com sua higiene, necessitando ser lembrado quanto aos seus afazeres pessoais, inclusive das roupas que deve vestir; delírios, alucinações e paranóias; piora da agressividade ou apatia e perda do sono noturno; perdas freqüentes na rua, não sabendo voltar para casa; incoordenações motoras, tremores, crises convulsivas, etc.

No estágio avançada o paciente apresenta acentuada piora na memória  inclusive para fatos antigos, não reconhecendo seus familiares, muitas vezes passando a viver épocas antigas, chamando por pessoas que conviveram na infância ou que já morreram; acentuada piora no raciocínio e na linguagem; piora das crises convulsivas; perda do controle das fezes e da urina; dificuldade para caminhar, rigidez muscular generalizada evolutiva, prendendo o paciente no leito; dificuldade para deglutir, com engasgos freqüentes; estados de fobia imotivadas com piora das alucinações, etc.

Os sintomas acima, não completam a lista, mas são os mais encontrados. Variam de paciente para paciente, conforme as áreas cerebrais que vão sendo  comprometidas e as enfermidades básicas desencadeadoras do estado de demência. A DA, realmente é a mais comum, com um predominância de 50 a 70 % de todos os casos. No Japão, alguns trabalhos referem leve prevalência para a demência por Múltiplo Enfartos.

Um diagnóstico de “maior certeza”, feito precocemente, é de grande importância para o tratamento, pois algumas enfermidades podem ser tratadas com relativo sucesso quando identificadas num tempo hábil. A próprio DA pode ser minimizada na sua velocidade de evolução, conforme alguns trabalhos científicos publicados, utilizando-se algumas técnicas terapêuticas. O importante é uma consulta precoce com um neurologista, caso a pessoa ou seus familiares notem os distúrbios acima citados, para que uma investigação mais detalhada e criteriosamente seja feita. Muitos casos de demência, inicialmente, podem ser confundidos com uma simples depressão e diagnosticados como tal, inclusive com relativa melhora quando os pacientes são medicados com antidepressivos, mascarando, por algum tempo, a enfermidade principal.

Estudos promissores estão sendo desenvolvidos em vários paises, inclusive no Brasil, com o objetivo de facilitar o diagnóstico e de estacionar as principais doenças responsáveis pelas demências. Vários medicamentos que proporcionam sensíveis melhoras nos sintomas, já se encontram no mercado e alguns, de acordo com algumas informações científicas, também atuam diminuindo a velocidade de evolução.

O Importante é um diagnóstico precoce.

Autor: Dr. Paulo Mendonça
(Neurologista de Santo Antônio da Platina - PR)
Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia 
Autor do livro MULHER UM RESGATE ÍNTIMO

Contatos:        www.drpm.com.br/mulher 
                                     paulomendonca@drpm.com.br






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