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Hábitos e Disfunções Alimentares
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Alimentar-se uma necessidade fisiológica ou Psicológica?
09/12/2006 - 00h17m

Quando falamos em alimentação sempre pensamos na fome que temos, mas será que temos fome na mesma proporção que nos alimentamos? 

É importante  distinguir a fome fisiológica da fome psicológica. A fome física ou do estômago, é a fome fisiológica, aquela que alimenta, que reabastece o organismo dos vários nutrientes que são necessissários diariamente para a sustentação e manutenção de uma vida saudável.  A fome emocional ou Psicológica é a fome que não tem ligação nenhuma com a sustentação da vida e as necessidades fisiológicas. È aquela que implica tão somente em comer apenas porque a comida está presente, porque alguém se preocupou e preparar  o alimento e acredita-se  que o alimento deve ser consumido ou até mesmo porque o alimento foi pago  e, portanto deve ser consumido para não ser jogado fora. Também é aquela que se come quando e porque  se está ansioso, triste, frustrado, feliz entre outras emoções e sentimentos sejam elas boas ou não. Enfim, a fome emocional ou psicológica é aquela que  faz com que a pessoa coma mais e cada vez mais, mesmo a pessoa  estando satisfeita, chegando às vezes, a ponto de fazer comq eu a pessoa senti-se mal. Essa é a fome que engorda e que  faz a pessoa se sentir mal.  

Para se ter uma vida física e mental saudável é imprescindível identificar a fome que nos move.  È obrigação da pessoa manter um corpo saudável, portanto deve-se se alimentar pela fome fisiológica.  É comum ver pessoas obesas e compulsivas terem como base para sua alimentação a fome psicológica aquela que faz com que suas mãos movam-se em busca do alimento mesmo não sendo uma necessidade fisiológica e por isso engordam se frustram e adoecem.   

Quando a pessoa se alimenta porque o organismo solicita alimentos nutritivos para a manutenção dele,  ela está se alimentando de forma fisiológica e psicológica simultaneamente. Já o contrário não é verdadeiro, cada vez que a pessoa procura um alimento para sustentar a fome psicológica ela está colocando nutrientes e não nutrientes em seu organismo de forma excessiva o que a levará a um descontrole e desequilíbrio físico e fisiológico, promovendo a surgimento de vários transtornos e doenças.  

Será que estou com fome?  Por mais simples e sem importância que pareça essa pergunta, para pessoas com transtornos alimentares, como a compulsão alimentar, ela é complexa, porque essa é a base para o  descontrole emocional e psicológico, pois muitas das vezes, a sensação de fome do estômago significa,  para o compulsivo passar privações, ser restringido, punido e esse indivíduo associará esses sentimentos e sensações com o ato de se alimentar,  na tentativa de buscar compensações emocionais  e saciar não a fome fisiológica e sim a fome emocional.  

Se pensarmos na alimentação de um bebe observaremos com clareza o que vem a ser fome fisiológica, o bebe a sentir a necessidade de alimentar-se porque seu organismo necessita de nutrientes para manutenção de saúde física ela emite o comportamento de choro, sinalizando sua fome. O bebe não se aliemta mais do que deseja seu corpo.  Infelizmente no curso da vida, muitas vezes a criança é compelida a se alimentar de maneira inadequada. Muitas vezes os familiares  acham que a criança está magra e acabam colocam comida na boca da criança e a obriga a comer de forma inadequada, muitas vezes fazendo trocas, propondo acordos, e é nesse processo que a criança vai  aprendendo a se alimentar de forma errada.  

Para restabelecer a maneira de se alimentar de forma adequada é necessário: 

1- Saber identificar a fome fisiológica e aguardar a fome fisiológica;

2- Evitar ter horários certos para alimentar-se e nesses horários tentar alimentar-se com quantidade a perdurar até o próximo horário;

3- Evitar pensar em fazer dieta “quando sentir a fome física, não se prive. A privação leva à compulsão alimentar”.

4- Abandone a idéia de acompanhar as tabelas calóricas e tabelas alimentares, sua referência deve ser sempre a referência interna (perceba sua necessidade);

5- Perca o temor de achar que você não é capaz de alimentar-se dessa maneira, não se puna se vez ou outra fugir a regra. Aprenda com seus próprios erros, restabeleça o equilíbrio. Lembre-se: Muitos compulsivos não se permitiram esperar sentir fome física, pois ressentem ter de confiar em si mesmos para sua nutrição, o que é normal, pois quantas dietas eles já iniciaram e não foram capazes de chegar ao final, ou quando chegavam, voltavam a comer compulsivamente e a engordar.

6- Lembre-se quanto mais experiências positivas no processo de alimentação, o comer de forma adequada, você tiver, maior efeito cumulativo você terá o que resultará em diminuição da compulsão e conseqüentemente na redução do peso excessivo e melhor qualidade de vida.  

Restabeleça sua rotina alimentar de forma adequada, lembre-se restabeleça a ligação entre alimento e fome, sentimentos e comportamento. Portanto, evite procurar comida quando não estiver com fome, e se permitir comer quando tiver fome física, sem restrições alimentares, sem dietas proibitivas, sem procurar jogar suas frustrações, sentimentos negativos, culpas no seu processo de alimentação. Adote uma postura positiva frente a você mesmo.





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