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Transtorno do Pânico e agorafobia
Por: Marcos Antonio Lopez Renna
10/01/2009 - 22h23m

Transtorno do Pânico e agorafobia
 
Desde que o diagnóstico do transtorno do pânico foi codificado, (DSM IV - Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais; 4ª Edição; 1980) acumula-se uma enorme quantidade de informações sobre o transtorno de pânico em pacientes afetados.
Além do aumento na capacidade do profissional em saúde mental em identificar sinais e sintomas do Transtorno do pânico, o mais importante, sem dúvida, foi o desenvolvimento de tratamentos específicos com eficiência comprovada.
O Transtorno do Pânico, caracteriza-se pela ocorrência espontânea e inesperada de ataques de pânico. Esses ataques geralmente tem duração relativamente breve, em média menos de meia hora e apresenta intensa ansiedade e medo, além de alguns sintomas somáticos como palpitações e taquipinéia e que podem ser confundidos com outras enfermidades como infarto do miocárdio ou com o chamado sintoma histérico.
A frequência a qual uma pessoa pode ser acometida por um ataque de pânico pode variar de pessoa para pessoa, podendo ocorrer, desde um único ataque até múltiplos ataques em um único dia.
O Transtorno do pânico é acompanhado por agorafobia, ( medo de estar sozinho em locais públicos ex: um supermercado), e pode ser mais incapacitante que o transtorno do pânico,pois sua presença pode interferir significativamente na capacidade de funcionar de um pessoa em situações sociais e profissionais fora de casa.
Os ataques de pânico podem ocorrer em outros transtornos mentais, como: transtorno depressivo e outras condições médicas como: abstinência e ou intoxicações por substâncias. Portanto, a ocorrência de um ataque de pânico não indica, por si só, um diagnóstico de transtorno de pânico.
Epidemiologia
Estudos epidemiológicos recentes relatam que a prevalência durante o período de vida está estimado em 3,8% para os transtornos de pânico, 5,6% para ataques de pânico e 2,2% para ataques de pânico com sintomas limitados que não reúnem todos os critérios diagnósticos.
As mulheres têm um propensão de duas a três vezes maior do que os homens. O transtorno de pânico desenvolve-se mais comumente na fase adulta jovem ( por volta dos 25 anos de idade), mas tanto o transtorno do pânico quanto a agorafobia podem desenvolve-se em qualquer idade. Em muitos casos, o início da agorafobia surge após evento pós traumático.
Etiologia
Fatores Biológicos:
Pesquisas envolvendo as bases biológicas do transtorno do pânico tem produzido muitos achados. Uma das interpretações é de os sintomas do transtorno do pânico podem resultar em uma faixa de anormalidade biológica na estrutura da função cerebral.
A concentração maior nas pesquisas está ligada ao uso de estimulantes biológicos na indução de ataques de pânico em pacientes com transtorno de pânico, porém, estes estão limitados ao contexto de pesquisas; pois, não se justifica induzir clinicamente o paciente a um ataque de pânico.
Fatores Genéticos:
            Embora peque o número de pesquisas sobre a base genética do transtorno do pânico e de agorafobia, os dados tem demonstrado haver um componente genético distinto. Estudos também demonstram que o transtorno de pânico com agorafobia seja uma forma mais severa que o transtorno de pânico sem agorafobia e, portanto, mais propenso a hereditariedade. Estudos também demonstraram que há um aumento considerável no risco do transtorno de pânico entre parentes de primeiro grau em comparação com parentes de primeiro grau de outros transtornos psiquiátricos.
Fatores Psicossocial
            As teoria comportamentais afirmam que a ansiedade é uma resposta aprendida pela modelagem de comportamento parental ou pelo processo de condicionamento clássico.
            Nessa abordagem um estímulo nocivo ( por ex: um ataque de pânico) que ocorre com um estimulo neutro ( por ex: andar de ônibus) pode resultar na evitação do estímulo neutro.
            Outras teorias comportamentais afirmam existir uma ligação entre a percepção de sintomas somáticos menores ( por ex: palpitação) e a geração de um ataque de pânico completo.
            A teoria psicanalítica conceitualiza os ataques de pânico como resultante de uma defesa mal sucedida contra impulsos ansiogênicos.
Diagnóstico
            O DSM IV, contém dois conjuntos separados para o transtorno de pânico, um sem agorafobia e outro com agorafobia, porém ambos exigem a presença de ataques de pânico.
            O DSM IV não especifica em número mínimo de ataques de pânico ou intervalo de tempo, mas exige que, pelo menos, um ataque seja seguido por no mínimo, um mês de preocupações quanto a ter outro ataque de pânico ou quando a implicações do ataque resultam em uma alteração significativa do comportamento.
Características clínicas para o transtorno do pânico
            Segundo o DSM IV, os primeiros ataques de pânico devem ser espontâneos ( não evocados), para que o critérios para o transtorno do pânico sejam satisfeito.
            O Transtorno do pânico se caracteriza por um período distinto de intenso temor ou desconforto no qual quatro dos seguintes sintomas desenvolveram-se abruptamente.
1-    Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado;
2-    Sudorese;
3-    Tremores ou abalos;
4-    Sensação de falta de ar ou sufocamente;
5-    Sensação de asfixia;
6-    Dor ou desconforto torácico;
7-    Náuseas ou desconforto abdominal;
8-    Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio;
9-    Desrealização ( sensação de irrealidade) ou despersonalização ( estar distanciado de si mesmo);
10-Medo de perder o controle ou enlouquecer;
11-Medo de morrer;
12-Parestesias ( anestesia ou sensação de formigamento);
13-Calafrios ou ondas de calor.

Critérios Diagnósticos para agorafobia
            Agorafobia não é um transtorno codificável.
A-   Ansiedade a cerca de estar em locais ou situações de onde possa ser difícil ( ou embaraçoso) escapar ou onde o auxílio pode não estar disponível, na eventualidade de ter um ataque de pânico inesperado ou predisposto para situação ou sintoma tipo pânico.
Os temores agorafóbicos tipicamente envolvem agrupamentos característicos de situações, que incluem: estar fora de casa, desacompanhado, estar em meio a uma fila ou permanecer em uma fila, estar em uma ponte, viajar de ônibus, trem ou automóvel.
B-   As situações são evitadas ou suportadas com acentuado sofrimento ou com ansiedade acerca de ter um ataque de pânico ou sintoma tipo pânico, ou exigem a presença de um acompanhante.
C-   Ansiedade ou esquiva agorafóbica não é melhor explicada por outro transtorno mental, como fobia social, fobia específica, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de estresse pós-traumático ou transtorno de ansiedade da separação.
 
Tratamento
            Com o transtorno a maioria dos pacientes com transtorno do pânico apresentam melhoras acentuadas de seus sintomas. Os dois tratamentos mais efetivos são:
Farmacoterapia
            As drogas tricíclicas e tetracíclicas, os inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), os inibidores seletivos da recaptação da serotonina ( ISRSs) e os benzodiazepínicos são efetivos no tratamento do transtorno do pânico.
Terapia Cognitiva Comportamental
            As terapias cognitivas comportamentais são tratamentos efetivos para o transtorno do pânico. Diversos estudos e relatos revelam que a combinação de TCC, (Terapia comportamental cognitiva) , com farmacoterapia é mais efetiva do que qualquer outro enfoque terapêutico isoladamente.
            Segundo GABBARD, mesmo quando a farmacoterapia é efetiva para a eliminação dos sintomas primários do transtorno do pânico, a psicoterapia pode ser necessária para o tratamento dos sintomas secundários.
           
 
Por : Marcos Antonio Lopez Renna
          Psicólogo e terapeuta Sexual



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