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Temas sobre Saúde - Geral
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O Pé Diabético
13/10/2004 - 14h57m

:

Introdução

Em portadores de Diabetes mellitus, problemas com os pés são a causa líder em hospitalização, aumentam a morbi-mortalidade e tem grande impacto na qualidade de vida, não do paciente, como também de outros membros da família.

Úlceras, infecção, gangrena e amputação são complicações freqüentes. Os custos com o pé diabético e suas complicações, chegam a vários bilhões de dólares por ano.

Discussão:

Apesar da evolução no conhecimento sobre os fatores etiopatogênicos e tratamentos, a doença do diabético é um problema crescente, refletindo provavelmente o aumento epidêmico de diabetes e o envelhecimento com aumento de sobrevida da população.

O que vemos com grande freqüência, são pés que apresentam doença muito avançada na primeira avaliação, mostrando que passou omissa a fase de prevenção, restando apenas intervenções dirigidas ao salvamento do membro ou da vida do indivíduo.

Muitos fatores contribuem para que isto ocorra, mas certamente a dificuldade de acesso a setores especializados da saúde, poucos recursos, ausência de serviços especializados, de profissionais com capacitação específica, e suporte para prevenção, tem importância capital nesta realidade.

40 a 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores são em diabéticos, que tem 15 vezes mais chance de amputar do que os não diabéticos. 85% das amputações são precedidas por úlcera, e pelo menos 15% da população diabética terá úlcera podal em algum momento de suas vidas.

As úlceras surgem por uma combinação de fatores, capitaneados pela neuropatia diabética distal(ND) e acompanhados pelas deformidades, alterações biomecânicas e doença vascular periférica (DAP).

A neuropatia está presente em cerca de 90% das lesões podais, fazendo cair por terra o mito de que o diabético é complicação essencialmente vascular. Apenas 10% das lesões são puramente isquêmicas.

A identificação precoce do de risco, isto é, aqueles com risco de ulcerar, é essencial para a prevenção de úlceras e amputações. Todos os diabéticos devem ter seus pés examinados e avaliados pelo menos uma vez ao ano, e mais freqüentemente, se houver neuropatia, doença vascular periférica, deformidades e/ou amputações.

Uma boa anamnese é fundamental pois pode identificar sintomas como dormência, queimação ou agulhadas em pés e pernas, ou dor aguda ao caminhar que alivia com o repouso, que sugerem a

existência de neuropatia e/ou doença arterial periférica. Vale salientar que a ausência de sintomas não exclui essas condições. A presença de neuropatia, por exemplo, pode mascarar os sintomas de claudicação intermitente.

O uso de instrumentos simples como o monofilamento 5.07 de Semmens-Weinstein para detecção da sensibilidade protetora plantar, o diapasão de 128Hz para avaliação da sensibilidade vibratória, um pino, palito ou neurotip para checar a sensibilidade dolorosa, um chumaço de algodão para examinar a sensibilidade tátil, e um martelo de Dejerine para verificação dos reflexos aquileus, são suficientes para diagnosticar a neuropatia periférica.

As principais características do neuropático são: quente, indolor, bons pulsos, pele seca, presença de calos, pode haver deformidades. O estágio final da neuropatia é a neuroartropatia de Charcot, onde há uma desorganização da arquitetura do , podendo levar a grandes deformidades, como p.ex. o em rochedo.

A palpação dos pulsos tibiais anteriores e posteriores é indispensável para avaliar a presença de doença arterial periférica. As características do isquêmico são: atrófico, frio, doloroso, pele fina e brilhante, espessamento ungueal, pulsos diminuídos ou ausentes.

É importante também verificar se há de deformidades e/ou amputações prévias nos pés, ou limitação da mobilidade articular. A presença de qualquer uma das situações descritas, diagnostica o de risco, que indica a necessidade imediata de se adotar medidas preventivas.

Nós criamos um folheto educativo para facilitar a divulgação do cuidados com os pés, que convencionamos chamar de "Os 12 mandamentos dos Pés Diabéticos" que enumeramos a seguir:

1. Não ande descalço.

2.
Não coloque os pés de molho na água quente, nem use bolsas de água quente
.

3.
Corte a unhas de forma reta
.

4.
Não use sapatos estreitos, apertados ou de bico fino, nem sandálias com tiras entre os dedos
.

5.
Não use remédios para calos, nem corte calos com gilete, canivetes ou alicates
.

6.
Calos devem ser tratados por um profissional de saúde
.

7. Enxugue
bem os pés, inclusive entre os dedos
.

8. Inspecione o
interior dos sapatos antes
de usá-los.

9.
use sapatos com meias
, e troque-as diariamente.

10. Use
meias com as costuras para fora, ou, de preferência, sem
costuras.

11. Procure
um serviço de saúde quando houver bolhas, cortes, feridas, inchaço ou mudança na cor de



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